Edição:  
    Tecnologia

    Brasil entra novamente para o Hall da Fama da Internet

    O reconhecimento oferecido pelo Hall da Fama da Internet veio graças às contribuições do pesquisador para trazer a internet para o Brasil e suas diversas ações gerais ao longo da carreira.

     

    O Internet Hall of Fame ou o Hall da Fama da Internet, da Internet Society, é um espaço onde grandes nomes que contribuíram de alguma forma para o mundo da tecnologia têm lugar garantido e na última semana de setembro foram anunciados e homenageados 11 nomes que agora fazem parte da galeria do hall.

    Os indicados, vindos de todo o mundo, foram homenageados em uma cerimônia em San José, capital da Costa Rica.

     

     

     

     

     

    Pela terceira vez, o Brasil tem um representante na lista: é o inglês Michael Stanton, de 73 anos. Antes dele, dois brasileiros receberam o reconhecimento: Demi Getschko, considerado o pai da internet no país, e Tadao Takahashi, fundador da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). 

     

     

     

     

     

    Natural de Manchester, na Inglaterra, Stanton é doutor em matemática pela Universidade de Cambridge. O pesquisador está no Brasil desde 1971 e foi um dos especialistas que lutaram pela criação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

     

     

    A ideia da criação de uma rede nacional de pesquisa para conectar universidades aconteceu ainda em 1987, enquanto Stanton dirigia o departamento de informática da PUC/Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), onde o inglês reuniu pesquisadores da área de computação, ciência e engenharia, funcionários do governo e da Embratel (provedor estatal da época).

     

     

    Dois anos depois, a iniciativa recebeu o apoio do governo federal e foi lançado o projeto para construir a RNP. Essa rede foi essencial para que a internet comercial se instalasse no Brasil. Stanton foi um dos líderes do grupo que trouxe finalmente a internet para o Brasil em 1992.

     

    Stanton ainda engajado participou de projetos e implantações de redes óticas que ligam a América do Sul a diversos países e continentes e continua atuando tendo como prioridade atual, levar conexão a áreas remotas da Amazônia, através de cabos de fibra ótica, que ainda dependem de satélites.

     

     

    Fontes: bit.ly/2OhG3no